Para que servem os pássaros? Para embelezar. Independentemente das discussões sobre o belo (e sou a favor da quebra de paradigmas sobre o belo) eu peço: alimentem os pássaros.
24.7.10
6.7.10
I'm broke but I'm happy
I'm poor but I'm kind
I'm short but I'm healthy, yeah
I'm high but I'm grounded
I'm sane but I'm overwhelmed
I'm lost but I'm hopeful baby
What it all comes down to
Is that everything's gonna be fine fine fine
Cause I've got one hand in my pocket
And the other one is giving a high five
I feel drunk but I'm sober
I'm young and I'm underpaid
I'm tired but I'm working, yeah
I care but I'm restless
I'm here but I'm really gone
I'm wrong and I'm sorry baby
And what it all comes down to
Is that everything's gonna be quite alright
Cause I've got one hand in my pocket
And the other one is flicking a cigarette
What it all comes down to
Is that I haven't got it all figured out just yet
Cause I've got one hand in my pocket
And the other one is giving the peace sign
I'm free but I'm focused
I'm green but I'm wise
I'm hard but I'm friendly baby
I'm sad but I'm laughing
I'm brave but I'm chicken shit
I'm sick but I'm pretty baby
And what it all boils down to
Is that no one's really got it figured out just yet
I've got one hand in my pocket
And the other one is playing the piano
And what it all comes down to my friends, yeah
Is that everything's just fine fine fine
Cause I've got one hand in my pocket
And the other one is hailing a taxi cab...
22.6.10
21.6.10
A puta que pariu
Também já ouví (ou li) que o Brasil é o único país onde há putas que gozam.
No teatro se tem alguém ganhando bem certamente está se vendendo barato.
No mas batalhamos editais.
13.5.10
O Pássaro do Sol
um conto da poetisa baiana Myriam Fraga.
Estréia: 4 de junho.
















Corpo
"O corpo, esta ilusão,
A transparência onde o tempo se inscreve,
A esculpida relembrança — o não vivido.
O corpo, este completo desfrutar-se, onda, peixe, sereia, de barbatanas selvagens como facas.
Corpo — o corpo, território do nunca, inigualável país do meu espanto.
De todos os espantos. (des)encontros, naufrágios, precipícios.
Pássaro-fêmea, carne colada em moldura, pele, poro."
O Pássaro do Sol - Ficha técnica
Texto de Myriam Fraga
Direção, adaptação e bonecos de Olga Gómez
Direção de cenas e narração de Osvaldo Rosa
Coordenação de animação e cenários de Fabio Pinheiro
Direção musical e execução de Uibitu Smetak
Atores-animadores: Fabio Pinheiro, Ubiratã Trindade, Janaína Carvalho e Maíra Valente
Produção executiva de Kátia Najara
Projeto e execução de cenotecnia da Miniusina de Criação
Fotografias de Márcio Lima
Coordenação geral e desenho gráfico de Marcus Sampaio
Contato: arodateatro@gmail.com
20.4.10
Sombras e Fantasmagorias
“Qué es um fantasma? Um evento terrible condenado a repetirse una y outra vez.
Un instante de dolor, quizá. Algo muerto que parece por momentos vivo aún.
Un sentimiento suspendido em el tiempo, como una fotografia borrosa, como un insecto em ámbar”.
O Espinhaço do Diabo Guilhermo Del Toro One winter night, at half-past nine,Cold, tired, and cross, and muddy,I had come home, too late to dine,And supper, with cigars and wine,Was waiting in the study.There was a strangeness in the room,And Something white and wavyWas standing near me in the gloom -I took it for the carpet-broomLeft by that careless slavey.Lewis Carrol Quando tudo vascila e se evapora,
Muda e se anima, vive e se transforma,
Cambeia e se esvaiAs mesmas impressões que guardam o espanto quase infantil de alguém que foi colocado diante delasE da sala na mágica penumbra
Um mundo em trevas rápido se obumbra
E outro das trevas saiCastro Alves28.1.10
A vaidade da esfinge burra
A Esfinge Burra assistiu "O Anticristo" e ficou enojada com a atitude daquela mulher maluca, mesmo assim teve pena de que ela fosse morta do mesmo modo que as pobres bruxas medievais.
A Esfinge Burra, ao contrário de suas vítimas, é crédula. Acredita que sua forma, meio gente meio pássaro ou, mais modernamente, meio leão alado meio gente, lhe confere status. Ao ser criada a Esfinge Burra foi imbuída de uma vaidade exacerbada para que, sentindo-se única, não caísse em depressão feito certos congêneres seus como a criatura de Frankenstein, Dom Quixote, o Golem e Macabéia. Tem certeza que domina os que passam na estrada por estar à margem.
A Esfinge burra vai morrer de fome porque não sabe se as respostas de suas vítimas estão erradas.
20.1.10
A incógnita me burla onde quer que eu possa suspeitá-la.
Assim que a percebo na sombra dos móveis ela se torna uma meia, camisa torcida, um trapo, qualquer coisa que expresse inocência fingida. Ela também se oculta nas novas manchas da parede depois da chuva. Se infiltra nos recôndidos, me aguarda num cesto. Mimetiza-se entre os pêssegos ou na tapeçaria pendurada no vão das portas. O que resguarda a memória do tronco de uma árvore alí se enrosca em volutas atávicas de quem há muito só sabe tocar as coisas com o todo de seu corpo. Pendura sua cabeça triangulada como o fiel da balança; assim todos os pêndulos me assustam como se ela os possuísse. Ela está na maneira como os líquidos viscosos se derramam. Ela mesma derrama-se em queda surda. O ar suspenso em meus pulmões ajuda-me na petrificação diante de sua sinuosidade. Só assim a percebo além de sua contenção; fugindo à sua constrição.
Petrificar-se é adormecer e também estar alerta à sua especificidade contínua, contígua.
(postado inicialmente aquí em 7 de dezembro de 2006)
8.1.10
Defloração
quero ver por força.
Fólio e desfolho a fluorescência do que é, súbito, verde.
E lembro-me, antes, entre as páginas de um livro
a fingir lugares secretos.
7.1.10
Laboratório de Sombras
Adriana Barbosa Rocha
Aldovando Rosa Morais
Alexandre Silveira de Souza
Amarílio Sales
André Nóbrega Maia Souza
Angra Silva da Mota
Cida Lima Barreto
Cláudia Furtado Baqueiro Buonavita
Daiane Gama Rocha
Daniela Maria Ponte Viana
Edinei Querino Ribeiro
Francinne Pereira Oliveira da Silva
Juliana dos Santos de Sá
Maria Aparecida de Souza
Maurício Lessa da Silva
Rita Elizabet Aguilera
Tacira Oliveira Santos Coelho
Valessio Soares de Brito
Yohanna Marie Assumpção da Silva
10.12.09
Laboratório de Teatro de Sombras

A primeira com 12 encontros (48h) no Museu de Arte Moderna -BA
A segunda com mais 12 encontros (48h) no Teatro Castro Alves.
O inédito conto que dá nome ao projeto e ao novo espetáculo é uma leitura da poetisa Myriam Fraga para o mito indígena da descoberta do fogo e narra a história de um jovem guerreiro que é transformado em pássaro para ir ao céu roubar as chamas do palácio do sol.
Ministrante: Olga Gómez
Assistente: Fábio Pinheiro
Local e datas:
1ª fase
12 encontros (48h)
11 a 27/01/2010 MAM-BA
das 8:30 às 12:30 horas
2ª fase
12 encontros (48h)
28/01 a 26/02/2010 TCA
Valor: gratuito
Inscrições: até 05/01/10
http://www.arodateatro.com/
Vagas disponíveis: 25
Seleção:
desenho espontâneo e improvisações com bonecos
07/01/2010 MAM-BA
Conteúdo programático
1ª fase (MAM-BA)
Utilização de padrões árabes decorativos, do simples ao complexo, análise dos elementos plásticos utilizados e avaliação do poder de convicção visual;
Divisão do espaço/formato, sem utilização de elementos de medição, a não ser o olho com o objetivo de aumentar a capacidade de medição visual;
Elaboração de desenhos planos que sugiram ilusão espacial, mantendo a bi-dimensionalidade;
Utilização das ferramentas para recorte em couro e articulação dos perfis .
2ª fase (TCA)
Teoria a respeito da história do teatro de bonecos e do teatro de sombras animadas. A sombra chinesa e a origem do cinema de animação a partir dos experimentos com a lanterna mágica;
Sensibilização dos sentidos e observação do corpo, suas articulações naturais e os princípios para criação de sombras;
Apreciação do tempo da matéria por meio de exercícios de foco com bonecos de sombras previamente confeccionados;
Experimentações práticas com focos de luz e atividades para explorar as nuances das sombras;
Transferência de ações e emoções para a sombra e produção de repertório de movimentos;
Composição de cenas com base em roteiro fictício, troca de experiências entre os participantes e divulgação de literatura e fontes de consulta para pesquisa posterior.
8.12.09
Ciclo de palestras sobre teatro de animação
Simplesmente Vincent price e Tim burton
"A lógica que organiza essas formas de representação do sujeito na puberdade está marcada pela referência ao significante fálico. Trata-se, em síntese, de versões narrativas apoiadas na metáfora fálica alcançada pela passagem pelo complexo de Édipo. Em sua representação alienada _ o romance familiar _, o sujeito situa-se fora de uma cena em que se alternam as atribuições sígnicas de menos e mais, relativas ao falo. A família da realidade é menos com relação à família imaginária ou ideal. O enigma que a sexualidade fálica propõe ao sujeito representa-se, no discurso do Outro, como possibilidade de deslizamento _ do menos ao mais, e vice-versa. Nesta duplicação imaginária, opera-se o velamento do significante que indica o lugar do sujeito da enunciação (S1). A posição do sujeito na filiação e na sexuação fica submetida, aqui, aos efeitos imaginários de significação de uma herança nobre ou denegrida. "
Maria Cristina Poli*
*Psicanalista, membro da Associação Psicanalítica de Porto Alegre (APPOA), professora da Faculdade de Psicologia da PUC-RS, doutoranda na Universidade de Paris XIII, autora do livro O espírito como herança: As origens do sujeito contemporâneo na obra de Hegel.

