15.6.06

Tres brevidades sobre a imaginacao do ar

Eis minhas unhas gastas
de ferir a terra e penetrar-lhe os segredos
Quem passa verá meus pés sair-lhe à flor.
Assim plantado muitos me dirao inverso.
Minha gana de louvor à terra lhes despreza o julgamento.
Meu ar sao seus veios de ouro
minha luz seus mistérios de magma.
No reverso do que sonho
piso o firmamento
e ergo a terra sobre mim mesmo.




Nascí lá naqueles tempos velho
de tao velhos quase inexistentes
O tempo fóssil do primeiro tempo
ao olhar incrédulo do presente
Alí perdido para sempre
fogo oculto sob o borralho da infancia
fogo mítico iluminando parcamente
o que ainda me constitui.

A luz passa sob a porta
e com ela o imaginário do que do outro lado ilumina.
Lá onde tudo é presenca
tudo o que doura, solariza
inconsciente do que projeta.
O que é iluminado nao existe
o real e sua sombra existem somente imaginados.


Um teclado com problemas nos permite imaginar as cedilhas, circunflexos e tis ( o plural de til, quem poderia imaginar? ) nos lugares que lhes sao devidos e em outros lugares insuspeitados. As cores no texto sao só cores no texto, mas podem nao ser.

3 comentários:

loba disse...

Letras e cores formam sempre umconjunto que pode ou não ser agradável. Aqui, ficou perfeito. E a falta de sinais gráficos podem estar a favor de um bom escritor! rs...
Beijocas

Jorge disse...

As cores dão vida sempre. Mas eu prefiro as sombras. Belas palvras, Abraço

paula disse...

ELIANE PINHEIRO sou suspeita pra dizer o que penso,mais ai vai.
vc sera sempre o meu idolo
o poeta ( nunca é reconhecido pelos seus)mais eu sou alguem que adora quebrar regras.te amo